segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Quando ouvimos falar de Hiroshima, a primeira coisa que vem à mente é a “explosão atômica“, causada pela bomba nuclear “Little Boy”, que ocorreu há 68 anos atrás, em uma bela manhã de 6 de agosto de 1945. Além de destruir a cidade de Hiroshima, o “Little Boy”, exterminou mais de 140 mil pessoas, alguns instantaneamente, outros mais tarde, a partir dos efeitos da radiação.
Na verdade, se formos colocar em números a quantidade real de vítimas dessa tragédia, estima-se que pode chegar a 270 mil (sem contar as 100 mil de Nagasaki). Ou seja, uma explosão de menos de 1 minuto, matou 270 mil pessoas. Isso é para termos ideia da proporção do estrago que as bombas atômicas podem acarretar. 
Hiroshima tinha na época cerca de 330 mil habitantes e era uma das maiores cidades do Japão. A explosão, que chegou a uma temperatura de 5 mil ºC fez com que milhares de pessoas fossem desintegradas vivas e a cidade inteiramente destruída em um raio de 3 km. A cidade s
e transformou em um deserto.
Em meio a destruição, via-se os destroços de um prédio, o Hiroshima Dome, uma das poucas construções que sobreviveu à explosão, se tornando Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996. Esse prédio passou a ser conhecido como Genbaku Dōmu (Prédio da Bomba Atômica).
Neste local, cercado por um parque lindo, foi construído Parque da Paz de Hiroshima, que está localizado bem no local onde ocorreu a explosão.
Este parque abriga um museu, bem como dezenas de memoriais, que tem o compromisso de transformar esta imensa tragédia em algo positivo – O desejo pelo fim de guerras nucleares. Quando a bomba explodiu, havia rumores de que nos próximos 75 anos, nada iria crescer novamente em Hiroshima.
Mas, desafiando todas as expectativas humanas, flores desabrocharam e a cidade se reergueu com a ajuda dos hibakushas (sobreviventes da bomba atômica).
Os perigos radioativos permanecem até hoje, porém Hiroshima foi reconstruída e se tornou uma das cidades mais lindas e modernas do Japão, além de ser tida como exemplo de superação pelos japoneses.
Hoje, 67 anos depois do ataque, a cidade ganhou cores, vida, beleza, cultura, além da tecnologia de ponta, dos edíficios Hi-tech e dos arranha-céus. Veja mais fotos noturnas abaixo da Hiroshima atual. Nem dá para imaginar que essa Hiroshima de hoje é a mesma de 67 anos atrás, dado o seu avanço.














Este texto e imagem, foram postados por Maria Antônia Ikeda, em sua conta pessoal do Facebook. Meus agradecimentos especiais pela bela postagem.










segunda-feira, 23 de julho de 2012

Morro mas São Paulo vence!



São Paulo comemorou recentemente o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento armado objetivava tirar Getúlio Vargas do poder e promover uma nova constituição.
Entre os meses de julho e outubro de 1932 os estados de São Paulo, Mato Grosso (atualmente Mato Grosso do Sul) Minas gerais e Rio Grande do Sul contavam com mais de 50.000 homens nas ruas (soldados e voluntários) contra os mais de 100.00 do governo federal. As origens do movimento se dão 2 anos antes com a Revolução de 1930. Nessa ocasião, devido ao rompimento de Washington Luís com o estado de Minas Gerais quando indicou Luís Prestes à Presidência da Republica preterindo a vez do estado mineiro na politica do café com leite - que alternava a presidência entre um governo paulista e um mineiro- . Nessa ocasião o estado mineiro rompe relações com o estado paulista e oferece apoio ao gaúcho Getúlio Vargas.


Em setembro de 29, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba formaram a "Aliança Liberal" com Getúlio Vargas como candidato à presidência e João Pessoa, da Paraíba, a vice-presidente, tinham também o apoio de tenentes do exército e mais 3 estados. Os demais17 estados da época apoiaram Júlio Prestes. 

Nesse momento, já era percebido no estado paulista, que a Aliança Liberal, e uma eventual revolução visava especificamente o estado. Nos debates, na Câmara dos Deputados, e no Senado Federal, se dizia que, caso a Aliança Liberal não ganhasse a eleição haveria revolução.
Em meio à crise econômica, gerada pela Grande Depressão de 1929, Júlio Prestes,  membro do Partido Republicano Paulista, foi eleito presidente em 1 de março de 1930, vendeu em 17 estados e no Distrito Federal, mas não tomou posse. 

João Pessoa é assassinado ,sem motivos políticos mas foi usado como tal já que em julho de 1930, a ala radical da Aliança Liberal usa o assassinato como o estopim do movimento.Com grande apoio popular os preparativos do golpe foram levados adiante com rapidez pois se aproximava o momento da posse do novo presidente.
Em 3 de outubro de 1930 estoura a insurreição. Os rebeldes tomam os três estados que irradiaram a revolução e rumam para a capital.



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Em 24 de outubro de 1930, um golpe militar liderado por comandantes  no Rio de Janeiro, depõe Washington Luís e entrega o poder a Getúlio Vargas.
Getúlio Vargas foi nomeado chefe do "Governo Provisório" . Entre outras ações, Vargas concedeu a anistia dos rebeldes das revoluções de 1922 e 1924, modificou o sistema eleitoral e a criou do Ministério do Trabalho.


Vargas instalou uma ditadura. Implantou medidas de centralização politica, exilou Prestes e outros que o apoiavam, fechou jornais, designou interventores para os estados (exceto o mineiro) sendo que para São Paulo nomeou o tenente coronel João Alberto Lins de Barros,que a oligarquia paulista tratava pejorativamente como um "forasteiro e plebeu".
No comando da 2ª Região Militar de São Paulo estava o general Isidoro Dias Lopes, que posteriormente apoia o estado paulista na revolução.
Houveram sucessões de interventores para o estado, e em 1932 a situação já se encontrava bastante critica. Eram constantes os comícios e discursos públicos que chegaram a atrair 200.000 pessoas. 
O estado de São Paulo estava unido contra a Ditadura do "governo provisório" imposto por Vargas, o povo paulista se sentia seu estado tratado como território conquistado, 

O ápice da  revolta foi a morte de cinco jovens  de São Paulo, assassinados a tiros por partidários  pertencentes à "Legião Revolucionária", criada por João Alberto Lins de Barros e orientada pelo Major Miguel Costa, em 23 de maio de 1932.
Pedro de Toledo no mesmo dia consegue romper o vinculo do secretariado paulista com o governo provisório 

A morte dos jovens deu origem a um movimento conhecido como MMDC, atualmente denominado  de MMDCA.


Mário Martins de Almeida (Martins)
Euclides Bueno Miragaia (Miragaia)
Dráusio Marcondes de Sousa (Dráusio)
Antônio Américo Camargo de Andrade (Camargo)
Orlando de Oliveira Alvarenga (Alvarenga)


Com o novo movimento e o momento vivido pelo estado, cada vez mais se viam manifestações publicas contra o governo federal e a favor de uma nova constituição.
Em 9 de julho explode a revolução. Uma multidão sai às ruas em apoio ao exército paulista. Mas as tropas federais eram mais numerosas. Pressionados pelo governo os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul deixam de oferecer apoio aos paulistas, restando o apoio dos sul mato-grossenses.  A ditadura se valia de todos os modos para desestabilizar a revolução.
O crime mais bárbaro, da Revolução de 1932, ocorreu na cidade de Cunha onde as tropas da ditadura torturaram e mataram o agricultor Paulo Virgínio, que se recusava a contar a localização das tropas paulistas. Coagido por militares do governo federal Paulo Virgínio cavou sua própria sepultura e  foi morto dizendo: Morro mas São Paulo vence!
 A derrota militar do estado ocorreu em 2 de outubro de 1932.
O fim da revolução constitucionalista marcou o início do processo de democratização. A derrota militar  se transforma em vitória política. Em 3 de maio de 1933 foram realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte quando a mulher votou pela primeira vez no Brasil em eleições nacionais. Ao ver seu governo em risco, Getúlio Vargas dá início ao processo de reconstitucionalização do país, levando à promulgação em 1934 de uma nova constituição. Nesta eleição, graças à criação da Justiça Eleitoral, as fraudes deixaram de ser rotina nas eleições brasileiras. Foi o maior conflito armado brasileiro do século XX, e como dito somente após o conflito um  mulher pode votar pela primeira vez em eleições nacionais. O sufrágio feminino foi permitido pela primeira vez na Nova Zelândia em 1893,  desse assunto trataremos melhor nas próximas publicações.








domingo, 15 de julho de 2012


O inicio

Remonta a 100.000 anos a origem do homem moderno no continente africano segundo estudos, porém descobertas de arqueólogos já encontraram fósseis de mais de 6 milhões de anos, de aparência muito próxima ao esqueleto moderno o que sugere que possa ter tido sua origem há mais tempo do que se acredita.
A imagem ao lado nos mostra o crânio de uma mulher, Luzia, nome escolhido pelo biólogo Walter Alves Neves. O crânio de Luzia é o mais antigo encontrado nas Américas e sua descoberta se deu nos anos 70. A datação sugere que Luzia viveu a cerca de 11.000 e 16.000 anos atrás e o local da descoberta foi a região metropolitana de Belo Horizonte.
Esse é o fóssil mais antigo das Américas, na África no entanto temos uma situação diferente e controversa. Foi recentemente encontrado no Quênia o fóssil de descendentes do Homo Sapiens mais antigo, datado de 6 milhões de anos, há grupos de cientistas que consideram que o Orrorin ( nome dado a essa espécie e hominídeo) é de uma espécie totalmente diferente e sem nenhuma relação com o Homo Sapiens.
O fóssil aceito pelo grupo acadêmico como o mais antigo já encontrado data de 3,5 milhões de anos, foi descoberto na região do Quênia. Sua descoberta foi posterior à descoberta de Lucy, o fóssil humano mais famoso, que tem sua datação em torno dos 3,2 milhões de anos. Lucy, pertencia a espécie Australopithecus afarensis, tinha 20 anos quando morreu, provavelmente vitima de um crocodilo, e media 1,20 m de altura.
Diferentemente de descobertas como Luzia, esses fósseis de milhões de anos encontrados no continente africano são exemplos de hominídeos, não possuem a mesma imagem que nós. Têm sua aparência mais semelhante a dos macacos que à nossa. Seriam eles nossos ancestrais.
Há diversas publicações na internet com informações mais especificas sobre o tema.

As origens das civilizações se deu com a invenção da agricultura causa subsequente para o fim do nomadismo. A partir do momento em que os grupos se tornaram sedentários tornou-se possível o desenvolvimento de comércios, vilarejos, colonias, religião e escrita.
Esses vilarejos e colonias foram os embriões de sociedades mais estruturadas e complexas que vieram a se formar as civilizações.
A Mesopotâmia:
 Em grego, significa: entre rios. A Mesopotâmia está situada entre os rios Eufrates e Tigres, no sudoeste da Àsia. As constantes dominações sofridas pela Mesopotâmia devia-se ao fato do território dessa civilização ser de fácil acesso, o que propiciava um fluxo intenso de dominações.
Tendo desaparecido há quase 2,5 mil anos, os responsáveis para o fim da Mesopotâmia foram os seguintes povos: os persas, os macedônicos, os àrabes, os mongóis, e etc.
Na Mesopotâmia se desenvolveu a matemática, a astronomia, a escrita e etc. A região foi ocupada por povos como os sumérios, os babilônicos, os assírios e entre outros.


Civilizações orientais também remontam tradições milenares.Mas ao contrário do que se  imagina, não podemos apontar uma localidade onde encontremos a formação das primeiras civilizações. O desenvolvimento das sociedades aconteceu simultaneamente em várias regiões e foi marcado pelo contato entre civilizações, assim como a assimilação de duas ou mais culturas na formação de outra.








Fica por hoje a música Debaixo d'água de Maria Bethânia, ótima música para reflexão.



sábado, 14 de julho de 2012

Nosso novo blog tem por motivação retransmitir conhecimento. Faremos postagens sobre temas da história. Bora começar?!

Pra começo de conversa vale ressaltar que história é tudo o que entendemos como tal. As coisas do seu dia a dia, os eventos esportivos e políticos, novas eras religiosas. A história pode ser descrita como a "ciência do homem no tempo" segundo Marc Bloch, mas não podemos tratar de temas históricos como algo definitivo, absoluto ou sequer eterno, pois o passado é sempre sujeito a interpretação. História é mais do que a explicação cronológica de eventos, visto que o ideal é que se entenda o passado, que se traga o passado para o presente a fim de compreende-lo e significa-lo de modo a tornar-se uma ferramenta auxiliar na construção do presente e futuro. Seguindo a linha de pensamento das autoras Shimidt e Cainelli o tempo pode ser definido por: " categoria mental não natural, não espontânea, não universal...". Temos então duas apresentações temporais, o tempo cronológico com sua sequencia dos fatos e perspectiva linear e o tempo histórico que nos permite identificar permanências e mudanças na sociedade. O termo cronologia descende da palavra grega chronos, divindade que representa o tempo (nesse caso não se refere ao titã Chronos- pai de Zeus), constantemente os dois são confundidos já que a divindade do tempo também devora seu filho, porém neste mito a analogia se refere ao fato do tempo ser constante e que em algum momento seremos absorvidos e vencidos pelo mesmo. O espaço por sua vez também pode ser entendido de duas formas. Há de ser considerado o aspecto físico, geográfico, e o aspecto dimensional onde consideramos o momento temporal em que se dá um acontecimento. Uma vez absorvido os conceitos de tempo e espaço o terreno para o estudo da história já está preparado.
Aguarde nossas próximas postagens para aprender mais sobre temas que influenciaram nosso cotidiano.

Segue o link da música Oração ao tempo de Maria Gadu...
http://www.youtube.com/watch?v=ldzxD18Mbu0